Repertório

Em meados de 2009, alguns dos integrantes da Cia Diversidança, engajaram-se na criação independente de seus próprios solos. Essa proposta marcou a comemoração de três anos de vida da Cia. Cada integrante recebeu diretrizes, se dedicaram a pesquisa, fizeram leituras, procuram músicas, exploraram seus corpos em busca de novos movimentos, sobretudo aqueles que tivessem significado para a sua criação. Foi sem dúvida, uma etapa que favoreceu para o crescimento individual de cada um. Em sua particularidade, cada um se dedicou “De Corpo e Alma” nessa longa jornada de protagonizar a sua própria arte, ser autor de sua própria obra.

EU – Alessandro Saldanha

Esse solo foi baseado na música de Adriana Calcanhotto e no poema de Mário de Sá Carneiro, poeta contemporâneo de Fernando Pessoa. Um garoto infeliz, triste com a vida que tem, se isola de todos ao seu redor, se importando apenas com seu eu interior, seu eu de cada dia, seu eu de cada lugar diferente, todos concentrados em um lugar só: “Eu”.

MELANCOLIA – Vinícius Borges

Esse solo fala sobre um homem que sofre de melancolia. É um homem que tem depressões, uma mágoa, esse homem fica triste do que as pessoas falam dele e ele se sente cansado disso, de tantas mágoas e de tantas depressões, como se fosse infeliz.

SAUDADES DE VOCÊ – Karynna Barreto

Procuro um lugar onde só tenha amor, mas mesmo assim não encontro. Tudo esta perfeito, mas procuro alguém! Uma saudade, uma pessoa que somente me proteja, mas a cada instante um sentimento, nem sempre o mesmo. Saudade, tristeza… Sinto-me carente! Preciso de um colo a todo momento que me proteja.

UNO – Wellington Borges

A palavra “Uno” significa: um, único, singular, indiviso. Esse solo fala de uma pessoa abandonada, uma única pessoa que não tem ninguém com ela. Mas um dia essa pessoa deseja mostrar o que sente.

NÃO TÃO SÓ – Danilo Silvestre

Este solo foi montado pensando em solidão e que todos precisamos de alguém para viver. É baseado em sentimentos vazios que o garoto procura em um objeto. Ele compartilha todos os seus sentimentos como se estivesse com alguém de verdade. Não tem, do seu lado, alguém que lhe passe calor humano. Usa esse objeto para não ficar tão só no seu mundo!

DA RAIVA A CALMA? – Marcelino Dutra

É uma coisa dentro de mim que não consigo conter, é tão estranho, eu não sei o que é. É uma dor? Não. É um sentimento terrível, a raiva que me consome e tenta me destruir. Mas, a um outro sentimento, é um sentimento bem melhor, me faz sentir bem, é a calma. É uma batalha dentro de mim. Quem vencerá? Esta coreografia foi baseada na obra “A Raiva” de Sara Angel.

IMAGINUS – Yasmine Ismail

Minha infância cheia de alegria e fantasias… Onde eu vivia era um lugar mágico, longe do que conhecemos, mas não distante para nossa imaginação.

LIBERTÉ (LIBERDADE) – Felipe Santana

Preso a sentimentos amargos, vou querendo me liberta deles, procurando a minha liberdade em meu interior. Mas só consigo-me sentir liberto ao dançar, um sentimento contínuo, que se apoderou de meu corpo e me mostrou o caminho certo à minha Liberdade (Liberté).

2009

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H²blue

A proposta de centralizar a cor AZUL, como fonte instigante para a concepção do espetáculo, nos remeteu a “H²Blue”, uma síntese lúdica para designar a origem da cor, já que até o inicio da idade média, o azul foi considerado nobre devido a dificuldade de se conseguir pigmentos dessa cor, sendo assim, pigmentações azuis ficavam restritas a uma pequena parte da nobreza. Também é considarada como uma das cores mais raras na natureza, fazendo parte do espectro frio das camada de cores, representando a depressão, a monotonia, a ordem, a frieza, a paz e a harmonia.

 

Coreografias: Gênese, Forma(s), Procuro-me/Solo, Esse teu olhar, EntreNós, Faces, O sabor H²Blue, Esferas, Mamulengos, Balão Mágico e Per-Forma(s)nce.

Blueé um espetáculo de criação coletiva, de corpos raros, de sentimentos nobres… simplesmente azul.

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O espetáculo “Mix” resgata os trabalhos coreográficos, que foram criado com o elenco desde o inicio do grupo em 2006, trazendo no seu enredo trechos do espetáculo “Fantasia” (2007) e “H²Blue” (2008).

Coreografias: Forma(s), Boneco de Corda, Esse teu olhar, Escrevo-te, EntreNós, Moleque, Procuro-me/Quinteto, Balão Mágico e Tic-Tac Bau bau.

Este espetáculo traz as coreografias mais premiadas da Cia e as que marcaram a nossa jornada na dança. Um espetáculo que entrelaça nossa trajetória, um Mix da nossa história…

2008

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Fantasia

  Podemos superar o limite da realidade, usufruindo simplesmente da nossa imaginação?

 

Fantasia

 

Mundo Mágico… Sinsalabim!

Porta aberta – Dentro dela habitam livros, brinquedos, vontades, cartas, brincadeiras, folhas… Saudades!

De volta ao passado! Um encontro com a aurora de nossas vidas.

Neste mundo, vejo e sinto – criaturas da minha própria ilusão!

Será delirio, sonho ou imaginação…

  

Coreografias: Monomultiplicidade, Moleque, A Magia Dell’arte, Escrevo-te, EntreNós,  Boneco de Corda, Astral, Balão Mágico, Ser Criança e Tic-Tac Bau bau.

 

“FANTASIA” é um local de memórias, desejos, lembranças… Viajamos num universo lúdico de encanto e mistério. Um local ermo… Um mundo mágico.

 

  

2007 

 

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A Magia Dell'arte
A Magia Dell’Arte
 
“Um mundo de magia onde a fantasia vai entrar na dança” (Balão Mágico)
 
 A coreografia abre um espaço lúdico, numa fusão de dança e commedia dell’arte. A Commedia Dell’Arte surgiu na Itália entre os séculos XV e XVI, hoje é uma técnica utilizada por mímicos…  Poderíamos dizer que o mímico fala com seu corpo, conseguindo criar um espaço mágico e imaginário.

 

 
Astral
Astral
 
Alegria, Festa, Dança… Diversão!
 
 
“Agora eu quero ver a galera batendo as mãos, todo mundo saindo do chão com a mãozinha pra lá e pra cá”.

 

Esta performance foi inspirada na música da cantora Ivete Sangalo: Alto Astral.

  
 
Versus Versus
 
Versus é uma competição entre guetos.
 
Um grupo contra o outro.
 
Uma disputa de idéias, cores, opiniões, comportamentos.
 
Cada grupo expõe os seus… Rivalidade.
 
Versus é uma busca pela vitória.
  
 
Eu SOU Todos Nós
 Eu sou TODOS nós

 

“Eu não sou eu, Eu sou você… Somos todos nós!” (Zé Ramalho)

 

Esse trabalho coreográfico foi baseado no poema “Eu não sou você, Você não é eu” de Madalena Freire Weffort e no albúm ”Falido Transatlântico” de Zé Ramalho.

 

 

  
Terra SecaTerra Seca 
 
O galo canta! O sol surge no horizonte… No sertão é mais um dia de fome, miséria e de sede.
O povo clama misericórdia aos céus! Em meio à insolação, a única esperança é a Vida!
 
Coreografias:
O Povo; Xote da Baby, Lembranças de Minha Amada (Solo de Jefferson Arrelia), Forroziando, Na Margem das Águas, Janaína (Solo de Dani Santos), Morte e Vida Severina.
 
 
  
  
  
  
2006
  
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Apresentações:

Mostras de Dança e eventos do Clube da Turma M’ Boi-Mirim; Festivais do CEU Campo Limpo; Festivais de Dança em Taboão da Serra (CEMUR); Mostras de Dança e Dia Internacional da Dança em Itap. da Serra (Cine-Teatro Dr. Bento); Festivais de Dança de Embu das Artes; Semana de Arte Moderna da Periféria; Balada da Saúde da Casa do Adolescente de Pinheiros; Semana de ADM, Négocios e do Semearte (Pedagogia) da Universidade Ítalo Brasileiro; Mostra Avaliada de Coreografias de Catanduva;  XI Mostra de Dança Monte Azul; Semana de Dança do CEU Guarapiranga; 9ª Edição do Espaço Aberto do Balé da Cidade de São Paulo; Maquinário Cultural, Mostra de Difusão e Fragmentos Coreográficos da Fábrica de Criatividade; CEU Feitiço da Vila; Biblioteca EJAAC e Multirão da Cidadania do Valo Velho; I EDANÇA, Festivais de Dança no CEU casa Blanca; Sacolão das Artes, Espaço Ninho Sansacroma, Espaço Terra Natural, Festival de Dança de Itapecerica da Serra.

 

 

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