A Cia

O Núcleo Artístico de pesquisa da Cia, surge em 2013, composto pelos primeiros integrantes profissionais, que estiveram em formação técnica e artística a partir de 2006, quando nasce o Diversidança.

A experiência de vida norteia a pesquisa de linguagem estética da Cia Diversidança, entendida como um canal que pretende reverberar em nossa Dança as indignações singulares e coletivas, numa abordagem poética, emocional, simbólica e política, que apontem para as intersecções entre a arte e a vida. Por meio de investigações que partem de um desejo de buscar na memória, inspiração, por meio de dispositivos criativos: narrativa, descritiva, racional e pontual. Esses elementos sempre são utilizados para compor a dramaturgia cênica, no entanto os interpretes não contam, descrevem, pontuam relatos ou histórias, o que nos interessa e o que buscamos para essa dramaturgia é a recordação da sensação, a potência emocional vivenciada, o estado psicológico adquirido ao presenciar determinadas questões e como a vida interfere no modo de ver, ser e estar no mundo. A ideia não é narrar os fatos e sim transmitir as emoções vivenciadas nos fatos.

Repertório: Instantes Coreográficos (2013), Tempo de Reprodução (2014), Ao Cair das Pétalas (2014) e Por que Danço? – Manifesto Poético (2015). 

Pq Danço Manifesto Poético

É a primeira intervenção do projeto de pesquisa “Ensaios Cartográficos” realizado pela Cia Diversidança, por meio de site specific, mas cuja proposta não somente perfaça pela sua relação com o espaço/território, mas que a vivência estabelecida possa trazer experiência não apenas estética, mas também simbólica.

O Manifesto Poético, Por que Danço? reuniu depoimentos de diversos artistas da dança que expressaram em contexto político-social, convidados para relatar parte de suas histórias. Entrelaçadas com os dos próprios integrantes, seus relatos servem como ponto de instigação para que os transeuntes/espectadores possam compartilhar seus modos de ser, sentir e pensar a dança. Por que Danço? Em seus discursos, manifesta-se a importância que a Dança exerce no cotidiano dos artistas, transeuntes e espectadores.

Ficha Técnica

Direção Geral e Artística: Rodrigo Cândido

Assistência de Direção Artística: Rosângela Alves

Concepção e Criação Artística: Rodrigo Cândido

Interpretes: Alessandro Saldanha, Cintia Rocha, Guilherme Moreira, Iliandra Peluso, Marcio Vitorino, Piu’ Dominó, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges.

Trilha Sonora Original: EdIT e Toska Suzuki

Edição da Trilha Sonora: Rodrigo Cândido

Sonoplastia: Marco Ramon e/ou Cristiano Saraiva

Figurino e Customização: A Cia

Foto: Cintia Rocha, Danilo Patzdorf e Kaio Cezar

Depoimentos e Agradecimentos Especiais: Ana Bottosso, Andrea Soares, Andrey Alves, Cléia Varges, Cleber Vieira, Lucimeire Monteiro, Ivan Bernardelli, Pedro Costa, Priscila Maria Magalhães, Nany Oliveira, Roni Diniz, Sandro Borelli, Valeria Ribeiro, Vaneri Oliveira e Vinicius Francês.

Temporada e Circulação: Mostra de Artes Cênicas – Estéticas das Periferias, Palco Largo São Bento/Tablado da Dança na Virada Cultural, Mostra VAI em Movimento no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, 11º Diadema Dança, Mostra 10 Anos da Cooperativa Paulista de Dança em 2015. Partilha do Sensível – SESC Pinheiros: Transmissões e Traduções, Programação do Circuito Municipal de Cultura (1º Semestre) e Pétala por Pétala do SESC Interlagos, Feira Livre do Caos no Centro Cultural Grajaú e X Mostra de Fomento à Dança em 2016, etc.

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diver_ao_cair_das_petalas

Diz-se que a solidão torna a vida um deserto; 

Mas quem sabe viver com a sua alma nunca se encontra só;

A Alma é um mundo, um mundo aberto, cujo átrio, a nossos pés, de pétalas se junca.

Hino à Solidão – António Feijó

Foto: Henrique Sousa, Vanderson Silva e Will Cavagnolli

O espetáculo foi criado a partir da releitura de uma coreografia chamada “Só”, composta por Rosângela Alves que relata que a “criou num momento muito difícil em sua vida, num momento de escolhas onde teve que optar em ficar sozinha”. Contudo, ao perceber que se protegemos com excessiva devoção o jardim de nossas almas, ele pode necessariamente começar a florescer de um modo intrigante, transbordar para além dos espaços que lhe estava reservado e tomar pouco a pouco posse de nossas almas e até de domínios que não estava destinado a permanecer secretos. E é possível, que a nossa alma acabe tornando-se um jardim oculto, e que no meio de todas as suas rosas ela sucumba à sua solidão. É justamente nessa relação de ausência – desapego – solidão, que a Cia Diversidança se debruça para criar “Ao Cair das Pétalas…”.

O espetáculo faz parte do projeto de pesquisa “É na solidão que a Alma de revela…” contemplado pelo PROAC 10/2013 Primeiras Obras e Temporada de Dança. Carregado de emoções, suas coreografias tornaram a transcrição de relatos e pensamentos que os integrantes se proporão a desabafar e perceber que ao explorar os sentimentos do coração, deixar as pétalas caírem, revelar o jardim da alma, personificar a ausência, praticar o desapego, entender a solidão, perceber que a distância, a ausência, a perda são fatores inevitáveis e até mesmo primordiais para a vida.

Ficha Técnica

Direção Geral e Artística: Rodrigo Cândido

Assistência de Direção Geral e Artística: Rosângela Alves

Técnicas de Dança e Preparação Física: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra e Rosângela Alves

Concepção, Produção, Criação e Interpretação: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra ou Marcos Ramon, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges

Orientação Coreográfica: Danielle Rodrigues

Instalação: A Cia

Trilha Sonora: Cláudio Miranda e Hanilton Messias

Vozes: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges

Edição de Vozes: Raphael Poesia

Iluminação e Sonoplastia: Piu’ Dominó

Figurino: Rosângela Alves

Customização do Figurino: A Cia

Fotografia e Registro Audiovisual: Henrique Sousa e Will Cavagnolli

Arte Gráfica: Henrique Sousa e Rodrigo Cândido

Aproximadamente: 45’

Temporada e Circulação: Fábrica de Criatividade, Fabrica de Cultura Jd. São Luiz, CEU Casa Blanca, CEU Vila do Sol em 2014. Fábrica de Criatividade e Mostra Grajaú de Teatro e Dança do Galpão Humbalada (2015), etc.

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Tempo de Reprodução

Os gregos antigos tinham duas palavras para designar o “tempo”: Chronos e Kairós. É justamente aqui que a Cia se debruça. Chronos é o tempo das batidas do relógio, a marca implacável da finitude e temporalidade humana no processo de envelhecimento do corpo. Sequencial e cronológico – um minuto é sempre um minuto – que pode ser medido. Kairós é o tempo das batidas do coração, da graça maior que plenifica a vida e lhe dá sentido. É o tempo do amor – o encontro que plenifica o viver – que tem significado, luz e sentido. Chronos é de natureza quantitativa, o “tempo dos homens” e Kairós descreve a forma qualitativa, o “tempo dos deuses“.

As composições melódicas do espetáculo são compostas por René Aubry, compositor nascido na França em 1956. Seu primeiro álbum foi lançando em 1988 e nosso espetáculo, recebeu o nome do seu 16º álbum Play Time (Tempo de Reprodução), lançado em 2008.

Na mitologia grega Chronos e a personificação do tempo. A lenda diz que ele devora os seus próprios filhos. No entanto, esta representação deve-se ao fato de considerar que é impossível fugir ao tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde devorados por ele. Também trazemos a referência das Moiras, três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Eram conhecidas como Klothó (fiar), segurava o fuso e tecia o fio da vida, Láchesis (sortear), puxava e enrolava o fio tecido e Átropos (afastar), cortava o fio da vida. O mito grego predominou entre os romanos a tal ponto que ficaram conhecidas por Parcas, chamadas Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento e o final da vida, a morte.

Dentro dessa relação, a Cia se propõe a trazer elementos que vão evidenciando a dicotomia entre a vida e a morte, entre chronos e kairós.

Contemplado pelo Programa VAI – 11ª Edição/2014 pelo Projeto Circuito de Difusão Coreográfica – 2ª Edição. Nesse espetáculo, a Cia Diversidança faz uma homenagem a cidade de São Paulo, ao Capão Redondo e a Fábrica de Criatividade.

Foto: Henrique Sousa, Kaio Cezar e Will Cavagnolli

Ficha Técnica

Direção Geral: Rodrigo Cândido

Concepção: A Cia

Assistente de Direção Geral e Artística: Rosângela Alves

Técnicas de Dança e Preparação Física: Daniele Santos

Interpretes – Criadores: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra/Felipe Santana ou Marcos Ramon, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinícius Borges.

Interpretes – Convidados: Iliandra Peluso, Piú Dominó e Rivaldo Ferreira

Trilha Sonora: René Aubry (Amnesie, Anikouni, Apres La Pluie, Avant la Pluie (Parte I e II), Averse, Courant D’ air, Demi Lune, Sanglot e Tension).

Figurino: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinícius Borges.

Cenografia: A Cia

Fotografia e Registro Áudio-Visual: Henrique Sousa, Kaio Cezar e Will Cavagnolli

Projeção de Vídeo: Marcos Ramon ou Iliandra Peluso

Edição de Vídeos: Vinicius Borges e Rodrigo Cândido

Sonoplastia e Iluminação: Piú Dominó

Arte gráfica: Henrique Sousa e Rodrigo Cândido

Aproximadamente: 60′

Temporada e Circulação: Fábrica de Criatividade e V Mostra de Repertório Coreográfico em 2014. Partilha do Sensível no CCSP, 6º Circuito Vozes do Corpo na Fábrica de Cultura do Capão Redondo, Mostra de Dança do Club Athletico Paulistano, VI Mostra de Repertório Coreográfico, Mostra de Arte Jovem da Zona Sul pelo Entre Lagos do SESC Interlagos em 2015, etc.

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Intantes Coreográficos

O jogo é o fio condutor que dita o ritmo das coreografias, onde cada uma delas recebeu um nome inspirado de acordo com os naipes de jogos de mesa: o Ás, o Duque  e o Terno.

Em 2013, com a formação do elenco profissional do Diversidança, a Cia faz a remontagem do espetáculo Seis por Um: Instantes Coreográficos. Em sua composição original em 2010, o espetáculo era composto por seis coreografias: um solo, um dueto, um trio, um quarteto, um quinteto e um sexteto. Cada coreografia recebeu o seu nome inspirado de acordo com os naipes das maiorias dos jogos de mesa: Ás (01), Duque (02), Terno (03), Quadra (04), Quina (05) e Sena (06)…

Com a adaptação para o elenco profissional, o trabalho limita-se apenas até a coreografia Terno, Instantes Coreográficos para TRÊS, sendo denominado apenas como “Instantes Coreográficos” e perde a interatividade do jogo, fio condutor para estabelecer a rotina do espetáculo, cujo a ordem das apresentações era definida por um dado, no qual cada lado representava uma coreografia. Nesse novo recorte, o espetáculo ganha uma ordem definida sem perder a interação com o dado, permanecendo ainda características de jogo.

 Foto: Guilherme Henrique

Ficha Técnica

Direção, Concepção Geral e Coreógrafo: Rodrigo Cândido

Remontagem e Adaptação: Rodrigo Cândido

Ensaiadora: Rosângela Alves

Intérpretes: Alessandro Saldanha, Marcelino Dutra, Rodrigo Cândido e Vinícius Borges

Sonoplastia e Iluminação: Rosângela Alves

Figurino: Rodrigo Cândido

Temporada e Circulação: Fábrica de Criatividade, Mostra de Coreografias da Cia Diversidança e 4º Circuito Vozes do Corpo

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